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Monday, October 09, 2006

A Porta de Campo de Gerês


Passados dois anos da abertura da primeira porta a CM Terras de Bouro abriu a segunda das 5 inicialmente previstas. Tive a intenção de a visitar este fim de semana mas, como se encontra em instalação, preferi aguardar algum tempo para a puder visitar como deve ser. A minha experiência na Porta de Lamas de Mouro foi muito positiva e as comparações podiam ser injustas. É "normal" que existam alguns problemas no início dos projectos. Em Lamas de Mouro as coisas também terão começado menos bem. É a necessária aprendizagem.

No projecto das portas do PNPG há uma fragilidade evidente que resulta do afastamento do PNPG destas estruturas. Se a ideia é orientar os visitantes na entrada no parque nacional, se a ideia é acabar com a "anarquia" actual, não faz sentido que o PNPG não esteja presente. Só que os investimentos e os salários são suportados pelos municípios e por isso percebo que os queiram gerir. Não culpo as câmaras municipais culpo o estado que não dá condições ao único parque nacional. Espero é que haja bom senso para que pelo menos na formação dos recursos humanos seja assumida pelo PNPG. Essa, é para já a falha mais evidente desta nova porta.

Ao lado as obras para o museu da Geira estão avançadas. Um amigo tem sobre isto uma posição muito particular - "As pessoas que se deslocam para o Gerês não querem visitar museus, querem visitar a paisagem". Poderá ter razão, ainda que entenda que um verdadeiro museu faz sentido. Não percebo é o local escolhido. Espero é que não retirem o património do seu lugar para o esconder em salas.

Só que mais do que tudo isto preocupa-me a pressão turística que vejo crescer na zona do Campo do Gerês. Nos últimos anos vi multiplicaram-se na zona empresas de aventura com uma ética ambiental muito discutível. Não sou fundamentalista em questões ambientais, acredito que se deve garantir às populações o conforto de que necessitam. E aqui inclui-se a necessidade de prosperar. Quando visito alguma coisa ao fim de semana procuro não esquecer que ela existe também à semana. Só não percebo é porque se permite concentrar tanta coisa numa zona tão perto de zonas importantes e sensíveis como a mata da Albergaria. Essa é mais uma razão para que o Parque tivesse tido uma intervenção superior na instalação das portas. Não duvido que quisesse, não reuniu foi as condições. Quando as coisas correrem mal, se correrem, virá disciplinador e tarde. É assim, somos educados com excessos de disciplina e pouca pedagogia. Depois somos este modelo de cidadania.

Tuesday, August 29, 2006

Porta de Lamas de Mouro


"Os visitantes do Parque Natural da Peneda-Gerês dispõem, a partir de hoje, de uma porta de entrada em Lamas de Mouro, Melgaço, que lhes disponibiliza informações sobre trilhos e riquezas naturais. A medida pretende dar uma orientação e acabar com a anarquia nas visitas. Orçada em 1,6 milhões de euros, aquela porta é a primeira de uma série de cinco que vão ser criadas em cada um dos concelhos abrangidos pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), para pôr fim à anarquia nas visitas àquele espaço natural. "O parque é anualmente visitado por milhares de pessoas mas estas, quando lá chegam, não têm qualquer estrutura que as oriente, pelo que as visitas são feitas de forma perfeitamente anárquica e é para acabar com esta situação que vão ser criadas as portas de entrada", explicou fonte do PNPG.
No total, as cinco portas custarão cerca de dez milhões de euros e serão desenvolvidas pelas câmaras municipais e pela Associação de Desenvolvimento das Regiões do Parque Nacional da Peneda- Gerês (ADERE Peneda-Gerês).
As outras portas nascerão no Mezio (Arcos de Valdevez), São Miguel de Entre Ambos os Rios (Ponte da Barca), São João de Campo (Terras de Bouro) e Cambezes (Montalegre). Cada porta estará relacionada com as características do território onde se insere, aludindo a de Melgaço à "História e Ocupação do Território".
A escolha deveu-se às provas de uma antiquíssima ocupação humana, desde os tempos proto-históricos, existindo vestígios megalíticos, célticos, romanos e medievais, que atestam uma contínua e organizada utilização deste espaço.
A porta de Arcos de Valdevez vai ter como tema a "Fauna e a Flora" e a de Ponte da Barca a "Geologia e Água", enquanto as de Terras de Bouro e de Montalegre aludirão, respectivamente, à "História e Civilizações" e "Interpretação e Paisagem".
Entretanto, hoje abriu também o Núcleo Museológico de Castro Laboreiro, em Melgaço, que resultou da recuperação de uma antiga fábrica de chocolates. Visando a perpetuação da história, tradição e costumes de Castro Laboreiro - uma das mais típicas freguesias de Melgaço -, este núcleo museológico é constituído por um edifício com duas zonas de exposição e uma sala de tratamento de espólio, e ainda por uma antiga casa colmada. Estes espaços estão relacionados com a transumância dos pastores e riqueza arqueológica da freguesia, nomeadamente os monumentos pré-históricos existentes no planalto."
15-05-2004 - Lusa
Passados 2 anos ainda só funciona uma das portas e é uma pena. O ordenamento do PNPG ganharia muito com estas estruturas. São um grande apoio para os visitantes e permitem fazer um trabalho com as escolas e outros grupos organizados. Ainda que não possa avaliar o trabalho realizado pela Porta de Lamas de Moura (http://www.cm-melgaco.pt/cmm_portalamas.php), a minha experiência foi muito positiva. Os técnicos eram pessoas interessadas, simpáticas e prestativas.
Na visita à exposição pareceram-me preparados e fiquei positivamente impressionado. Parece-me apenas que se deve ter o cuidado de não transformarem as portas em parques de merendas. Em Lamas de Mouro percebe-se que seja um pouco assim pelas romarias à Sra da Peneda. Nos outros locais deve-se ter mais cuidado. Julgo que a ideia é ordenar, não desordenar. Os parques de merenda, que devem existir, podem ser criados em zonas mais afastadas para que não provoquem uma pressão sobre o PNPG.