Na área do PNPG não existem muitos livros que nos ajudem a interpretar a paisagem. Este descobri-o com dois anos de atraso e está a ser uma das leituras de férias. Uma leitura muito interessante que recomendo.
São apenas notas soltas sem qualquer compromisso de actualização. Como ao caminhar à beira mar onde os nossos passos não são mais importantes mas ficam registados entre duas ondas.
Monday, August 24, 2015
Thursday, July 09, 2015
Uma caminhada circular pelo Vale Teixeira
Uma prova de que ando a faltar aos treinos, ainda não tinha reparado neste miradouro
O único gado que vimos durante o dia
Vai um "banhito" fresquinho?
Parece que sim!
Na Giesteira descobri uma outra forma de acampar!
O PNPG vai ter dificuldade em enquadrar isto. Campismo? Pernoita? Ou ainda uma outra coisa
A beleza serena de uma árvore secular
Um desvio para espreitar a "praia". Tantas vezes por aqui passei sem tempo para a descobrir
Um outro olhar sobre a cabana da Giesteira
A corga da Giesteira. O Maka diz que há caminho, mas ainda não foi desta
Um grupo a preparar-se para descer o Arado
Finalmente o vale Teixeira
Curral Teixeira, ainda não conhecia a remodelação. Um luxo!
Senhora do Camalhão
Curral do Camalhão
As árvores morrem de pé! (1)
As árvores morrem de pé! (2)
Vale Teixeira visto de Norte (1)
Vale Teixeira visto de Norte (2)
Os dois trilhos perfeitamente marcados. O dia nem estava muito quente e ainda equacionamos subir ao Borrageiro para descer pela Giesteira, mas nunca tinha feito a cumeda da Freza ao Junco e venceu a curiosidade
A Freza ao Longe
Mais uma vista
O curral do Camalhão
Umas mariolas curiosas, para onde guiarão?
O curral Teixeira na despedida (1)
O curral Teixeira na despedida (2)
Curral da Lomba do Vidoeiro
Há anos que ando para seguir estas mariolas
Um gigante caído
O miradouro que desconhecia e que nos ajudou a retomar caminho
Panteão (1)
Panteão (2)
Panteão (3)
Panteão (4)
Thursday, June 25, 2015
O menir Marco de Anta - Germil (Ponte da Barca)
Numa recente caminhada pela Serra Amarela comprovei como é importante estarmos atentos aos pormenores da paisagem. As serras do PNPG guardam muitos segredos e é bom manter a curiosidade. Haverá sempre alguém com quem possamos aprender e felizmente vivemos uma época em que a partilha de informação está facilitada.
É por isso que gosto de caminhar com companheiros que associam ao exercício físico outras componentes. O João Vieira, aka Maka, e o Fernando Fontinha , aka Truka, são dois desses companheiros. Caminhar com eles é sempre mais do que ir e voltar. Há sempre qualquer coisa de descoberta, que tanto pode ser a exploração de um caminho de uma carta antiga como a procura de um local perdido na memória do tempo. Como eu gostam de interpretar a paisagem e saber mais sobre os locais por onde caminham.
É por isso que gosto de caminhar com companheiros que associam ao exercício físico outras componentes. O João Vieira, aka Maka, e o Fernando Fontinha , aka Truka, são dois desses companheiros. Caminhar com eles é sempre mais do que ir e voltar. Há sempre qualquer coisa de descoberta, que tanto pode ser a exploração de um caminho de uma carta antiga como a procura de um local perdido na memória do tempo. Como eu gostam de interpretar a paisagem e saber mais sobre os locais por onde caminham.
Marco de Anta - face virada a sul
Marco de Anta - face virada a norte
Marco de Anta - face virada a este
(fotografia de Maka)
A surpresa apareceu-nos numa portela junto a Carvalhinha e na forma de um marco cheio de gravações em todas as faces. Inicialmente, devido à sua localização numa portela e perto dos limites dos concelhos de Terras de Bouro e Ponte da Barca, julguei tratar-se de um antigo marco divisório (ou de termo).
Mais tarde, na ASSOCIAÇÃO PÉD'RIOS (Germil), informaram-me que se trataria de um vestígio do megalítico e a toponímia registada na carta nº30, Marco de Anta e Lomba de Anta, parecia confirmar essa informação. Infelizmente não me conseguiram dar mais elementos.
vista sobre o marco
Mais tarde, na ASSOCIAÇÃO PÉD'RIOS (Germil), informaram-me que se trataria de um vestígio do megalítico e a toponímia registada na carta nº30, Marco de Anta e Lomba de Anta, parecia confirmar essa informação. Infelizmente não me conseguiram dar mais elementos.
localização do Marco de Anta (carta nº30)
No relatório de caracterização do património histórico-arqueológico do PNPG, parte do processo de revisão do POPNPG, não encontrei qualquer informação sobre o Marco de Anta.
No site do PR Megalitismo de Britelo (PNPG) encontrei uma referência genérica ao Megalitismo na Serra Amarela:
Toda a serra Amarela foi ocupada desde tempos remotos, conhecendo-se hoje vestígios dessa ocupação. Da Idade do Ferro ficaram vestígios do castro da Ermida; da época romana encontramos os povoados de Bilhares, da Torre Grande e do Cabeço do Leijó e a estátua conhecida por Pedra dos Namorados. Em Britelo são as necrópoles megalíticas (conjunto de monumentos funerários) que assumem um maior destaque e cujos diferentes núcleos poderá conhecer.
Finalmente, num artigo publicado na Revista de Ciências Históricas, Universidade Portucalense, Vol. III, 1988, pp 11-24: "O Menir de Marco de Anta (Ponte da Barca), de Silva, E.J.L.; Silva, E.M.M.; Ribeiro, J.D.A., encontrei a informação que buscava sobre o local.
De acordo com o autores, o marco poderá ter sido em épocas recentes aproveitado para balizar os limites de territórios e importava comprovar se o menir terá tido sempre a sua implantação atual. No entanto, tudo aponta que seja pré-histórico e que tenha sido objeto de culto litolátrico.
As cruzes, ainda que por vezes apareçam ligadas a marcas territoriais ou como símbolos de cristianização, num esconjuro de cultos pagãos, serão no caso cruciformes ligados à arte rupestre de ar livre, de cunho pré-histórico. Até porque em algumas faces também são visíveis alguns "fossetes" que reforçam a datação como sendo do megalítico.
Nas pesquisas encontrei ainda referências a um monolítico designado por "Pedra das Cruzinhas" que apresenta semelhanças enormes nas gravações cruciformes. Sobre a Pedras das Cruzinhas considera-se que:
A associação de motivos, cruciformes simples, covinhas e antropomorfos, que se observa na Pedra das Cruzinhas não constitui novidade, sendo muito comum na arte rupestre do território continental, principalmente na chamada área noroeste. Porém, no “nosso” exemplar não se observam outros motivos comuns em conjuntos similares, como antropomorfos em phi, antropomorfos com mãos figuradas, cruciformes com base triangular ou circular, formas geométricas variadas, ferraduras, podomorfos e alfabetiformes, indicando a reduzida diversidade iconográfica da Pedra das Cruzinhas e, quiçá, uma menor dispersão temporal. Contudo, a monotonia que lhe poderia ser conferida pelo domínio dos cruciformes simples é quebrada pelas inúmeras coalescências, laterais e verticais, entre esse tipo de figuras, aspecto comum a muitos outros conjuntos estudados no território português.
Quando e que funções desempenhou a Pedra das Cruzinhas com as suas múltiplas gravações? Esta é a pergunta de resposta mais difícil.
Quanto à sua antiguidade seria sensato escudarmo-nos nas indecisões e nas disparidades de opiniões (22) acerca do tempo das figuras cruciformes, ora consideradas como representações antropomórficas, pré-históricas ou proto-históricas, ora assumidas como marcas medievais ou modernas, seja de cristianização de sítios de antigos cultos pagãos, seja de materialização e confirmação de limites de territórios.
No caso da Pedra das Cruzinhas não rejeitamos esta última hipótese, a de ter servido como marca de termo, mas apenas como sucedâneo ou reutilização moderna, resultante da circunstância da pedra se situar em local sobre o qual foi estabelecido o limite administrativo que hoje separa a Guarda do Sabugal. E o facto de não termos datas, que melhor poderiam indicar momentos de confirmação dessa fronteira, não impede que a Pedra das Cruzinhas tivesse desempenhado tal função. As confirmações de limites, documentadas em inúmeros locais, alguns dos quais já citados neste texto, têm um exemplo bem próximo, no concelho da Guarda, no sítio do Fontão, num conjunto de afloramentos gravados com cruciformes, três datas (1700, 1699, 1855) e uma legenda nomeando a freguesia de Vela (Caninas et al, 2008).
A densa carga gráfica inscrita na Pedra das Cruzinhas tem de ter outra explicação primordial, talvez fortemente ritual. Seria tentador estabelecer, também aqui, uma periodização dos grafismos, invocando uma antiguidade pré-histórica (tardia) ou proto-histórica para o antropomorfo ictifálico, juntamente com as covinhas (23) situadas no topo da peça, remetendo os restantes cruciformes para momento posterior. Invocar o contexto proto-histórico (24), expresso na rede de povoamento referida no início e na proximidade do sítio (atalaia?) do Cabeço da Figueira, ao qual se acederia passando junto da Pedra das Cruzinhas, também não é fundamento suficiente na atribuição de cronologia proto-histórica ao monumento em apreço. A prudência aconselha-nos a procurar resposta a estas questões mediante a escavação do local de implantação da Pedra das Cruzinhas, na busca de outros dados, bem como do montículo situado nas proximidades, para confirmar se corresponde a uma sepultura pré-histórica.
No caso do Marco de Anta a toponímica adjacente (Lomba de Anta) sinaliza a existência próxima de uma sepultura pré-histórica.
desenho técnico do menir - Maria Teresa Fonseca
De Germil a Mata Porcos
Desta vez o convite do Vamos Ali era para desde Germil caminhar até a Mata Porcos/Casarotas: "Uma volta circular de 15,5 Km de extensão e 870m acumulados de lindíssimas paisagens". Um percurso "moderado, com direito a refilar e resmungar."
Atendendo ao calor previsto aconselhavam muita água e deixavam o aviso que o "este trilho é para fazer nas calmas".
No final acabaram por ser 16,43 Km (lineares), quase 18 km reais, mas o calor foi suavizado pela brisa que ia soprando. A minha "muita água" é que se fez pouca e tive que recorrer às reservas alheias. É o que dá andar a faltar aos treinos.
percurso realizado (Maka): http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10024611
percurso realizado (Maka): http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10024611
um T1 com vista para a serra a experimentar
lá ao fundo o Castelo de Aboim da Nóbrega
O Truka a confirmar o trilho
Era por aqui que Germil ia à feira a Terras de Bouro (Moimenta)
perspetiva sobre Brufe
ainda Brufe
perspetiva sobre Covide
novamente Brufe (desde Penedinhas)
vista sobre os prados de Carvalhinhos
vista sobre os prados de Carvalhinhos
ao fundo é Carvalhinha
há gado na serra
muhh
esconde-te marela que os tipos estão cheios de fome
já disse ao seu colega que não sei o caminho
estes gajos são piores que os tipos da meo e da nos
aparecem sempre na hora das refeições
Marco de Anta
Marco de Anta
Marco de Anta
perspetiva sobre Toutas e Peijoqueiras
ainda a perspetiva sobre Toutas e Peijoqueiras
perspetiva sobre a Chã de Cima
ainda a perspetiva sobre a Chã de Cima
com o GR Trilho da Serra Amarela desce por ali
olha o passarinho
Casarotas 1
Casarotas 2
Casarotas 3
os currais da Ermida
perspetiva sobre Poulo do Vidoal
o grupo
Carvalinha
novamente os currais da Ermida
novamente os currais da Ermida
novamente os currais da Ermida
ali há caminho
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